domingo, 28 de outubro de 2007

Cronologia da Internet

Guilherme Bartz e Sabrina Costa
  • 1962 - Governo americano inicia o desenvolvimento de uma rede de comunicação para fins militares.
  • 1969 - Arpanet em projeto do Departamento de Defesa dos EUA para interligar pontos estratégicos a uma rede descentralizada, que não pudesse ser destruída por bombardeios.
  • 1972 - A arroba (@) passa a ser utilizada para a comunicação via emails.
  • 1974 - O número de instituições participantes da Arpanet sobe para 40. A troca de mensagens e de arquivos torna-se realidade. É criada a Telenet, o primeiro serviço comercial de acesso à rede dos Estados Unidos, e a palavra Internet é usada pela primeira vez pelo cientista Vint Cerf.
  • 1978 - Criada a primeira rede de comunicação BBS.
  • 1979 - Nasce a Unix User Network, a Usenet.
  • 1983 - É estabelecido o TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol), a linguagem comum usada por todos os computadores conectados à rede até hoje.
  • 1984 - É registrado o primeiro domínio pontocom, da empresa de informática Symbolics.com.
  • 1988 - No Brasil, ocorre a conexão à Bitnet da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
  • 1989 - No Brasil, uma rede conecta a Fapesp ao Fermilab, laboratório de Física de Altas Energias de Chicago (EUA), por meio de retirada de arquivos e correio eletrônico. O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) coloca no ar rede Alternex.
  • 1991 - Tim Berners-Lee e Robert Cailliau criam a World Wide Web, sistema de hipertextos que funciona a partir de links clicáveis que levam a outros sites. O www facilitou a navegação pela rede. No Brasil, o acesso ao sistema foi liberado para instituições educacionais, de pesquisa e a órgãos do governo.
  • 1992 - Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e a Associação para o Progresso das Comunicações (APC) liberam o uso da Internet para ONGs. No mesmo ano, o Ministério da Ciência e Tecnologia inaugurou a Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e organizou o acesso à rede por meio de um "backbone" (tronco principal da rede). A RNP passa a operar os nós da rede no Brasil. A cobertura da ECO 92, realizada no Rio de Janeiro, é feita pela web.
  • 1993 - Marc Andreessen, de 23 anos, cria o Mosaic, o primeiro browser (visualizador) da Internet. Dois anos depois, lançará o Netscape. No Brasil, ocorre a primeira conexão de 64 kbps à longa distância, estabelecida entre São Paulo e Porto Alegre.
  • 1994 - Jerry Yang e David Filo criam o site de busca Yahoo!, um dos mais acessados do mundo. No Brasil, estudantes da USP criam centenas de páginas na Internet. A Embratel inicia serviço comercial de acesso à internet. Lançada a primeira versão do browser Netscape. Um show dos Rolling Stones é transmitido pela web. A rede inicia a era dos banners.
  • 1995 - Os ministérios das Comunicações e da Ciência e Tecnologia criam a figura do provedor de acesso privado à Internet e liberam a operação comercial no Brasil. Em maio, é lançado o primeiro jornal brasileiro na Internet, o Jornal do Brasil. Em junho, o Bradesco dá início a seu serviço de Internet.
  • 1996 - O Brasil tem 100 mil usuários. Em maio, surge o Universo Online (UOL). Em 1º de dezembro, é lançado o portal e provedor de internet ZAZ, com o slogan Zaz – O seu canal na internet. Gilberto Gil lança a canção "Pela Internet". Lançado o primeiro comunicador instantâneo, o ICQ.
  • 1997 - Início da tecnologia streaming (vídeo).
  • 1998 - Começam os investimentos de empresas estrangeiras de tecnologia e de comunicações no Brasil, que já tem 1 milhão de usuários. 26% das declarações de Imposto de Renda são feitos via internet. O resultado das eleições para presidente, governadores e deputados é publicado em tempo real. Surge o Zipmail, serviço de email gratuito via web. Larry Page e Sergey Brin, dois estudantes Ph.D de Stanford, criam o Google.
  • 1999 - O Brasil já tem 2,2 milhões de usuários. Governo brasileiro lança o programa Sociedade da Informação, para combater a exclusão digital. A Telefônica compra o ZAZ e lança o Terra Networks. A Jovem Pan estréia as transmissões de rádio via web. Shawn Fanning, um universitário norte-americano, cria o Napster.
  • 2000 - O Napster proporciona o compartilhamento de músicas em mp3 entre usuários e infringe as leis de direitos autorais. A indústria fonográfica estremece com a queda das vendas e bandas como Metallica se levantam contra seus fãs por sentirem-se lesados. Banda larga chega ao Brasil. O iG lança, no País, o primeiro provedor de acesso grátis à internet. A chamada "bolha da internet" tem seu ápice em 2000, mas no mesmo ano começa a cair vertiginosamente, com as ações das empresas de tecnologia despencando nos mercados.
  • 2001 - Atentado ao WTC traz recorde de audiência na web.
  • 2002 - Governo brasileiro levanta a bandeira do software livre para proporcionar a inclusão digital. Início do Wi-Fi (internet banda larga sem fio). TV Terra atinge mais de 3 milhões de visitantes por mês. Ondas de serviços online modificam o comportamento do internauta: álbum de fotos, e-mail protegido, bloggers, Instant Messenger.
  • 2003 - Mozilla desenvolve o browser gratuito Firefox. Apple lança o iTunes, loja virtual de música. A Associação da Indústria de Gravadoras Norte-Americanas inicia os processos contra usuários que baixam músicas ilegalmente.
  • 2004 - O Brasil é líder mundial de inscritos no Orkut, o site de comunidades virtuais mais procurado do mundo. Atualmente, somos cerca de 30 milhões de internautas. O uso de webcams começa a se popularizar.
  • 2005 - Em abril, o brasileiro bate recorde de navegação, passando 15 horas e 14 minutos na internet, tornando-se o primeiro país com maior tempo de navegação domiciliar, ultrapassando o Japão.
  • 2006 - Embora não chegue aos extremos do final do século XX, o ano de 2006 registrou um "miniboom" na área de tecnologia, entre outros, devido ao empurrão da "Web 2.0", a segunda geração de serviços baseados na internet. Este foi o ano da "web social", como alguns chamam o fenômeno da "Web 2.0", como prova o sucesso de sites de comunicações sociais como o Orkut, o LinkedIn, o MySpace, o YouTube e o Facebook. Além desses sites, as "tecnologias sociais", como os "blogs" e "wikis", estenderam-se como pólvora. Até as empresas já têm seus próprios blogs corporativos para promover seus produtos.

Fontes: Estadão e Portal Terra

Crônica: O “zen” noção em Portugal

Por Guilherme Bartz


Há dois meses Carlos foi a Portugal visitar um amigo. Comprou uma passagem aérea e logo se pôs a caminho. A viagem não foi tão demorada, e assim que desembarcou do avião localizou seu amigo no saguão do aeroporto, misturado às demais pessoas que também aguardavam seus parentes ou conhecidos que logo chegariam. Cumprimentou-o:
- Olá, Joaquim! Tudo bem? Quanto tempo...
- Oi, Carlos! Estou ótimo! E você? Fez boa viagem?
- Estou bem, graças a Deus! Fiz boa viagem sim, essa companhia aérea é muito boa.
- Sim, sim, é excelente. Foste bem atendido pelas hospedeiras de bordo?
- Por quem?!
- Ah, sim, você não está acostumado... Aqui em Portugal chamamos as aeromoças de “hospedeiras de bordo”.
- Ah, que engraçado! É um bom nome. Fui bem atendido sim, tinha uma delas que era até bem bonitinha. Conversou bastante comigo, me explicou várias coisas sobre modelos de aviões, perfil dos passageiros que viajam pela companhia, a sensação de estar sempre no ar e nunca em terra firme, e até me contou sobre as reclamações que os passageiros fazem da comida do avião! Hehehe! Muito engraçado.
- Que legal! Ela era uma autêntica “galinha” então!
- Não fale assim, Joaquim... A moça era muito atenciosa. Não precisa ofendê-la dessa forma.
- Mas eu não a estou ofendendo! Aqui em Portugal chamamos as moças que falam pelos cotovelos de “galinhas”. Mas não é ofensa...
- Ah, bom, se for assim tudo bem.
- Carlos, você deve estar com fome. Pela sua cara logo se vê. A moça deve ter falado das reclamações sobre as refeições aéreas com a intenção prévia de se desculpar pelo serviço, hehehe. Você não comeu nada durante o vôo?
- Não comi. Havia apenas opções que estão fora do meu cardápio atual. Nesses últimos anos estou vivendo numa fase “zen”. Cuido muito de minha alimentação. Mas vamos almoçar! Não vejo a hora de colocar uma comida decente no estômago!
Carlos e Joaquim se dirigiram ao restaurante mais próximo, que ficava no aeroporto mesmo. Entraram e um garçom logo veio lhes atender:
- Que desejam os senhores?
- Eu vou querer um bife na chapa, batatas fritas, cebola refogada e arroz com ovo – disse Joaquim. E para tomar, uma Coca-Cola bem gelada.
- Joaquim, - replicou Carlos - como você é guloso! Não vê a quantidade de gordura e colesterol que tem nessa comida toda que você vai comer? Garçom, eu vou querer apenas um salpicão, com água sem gás para acompanhar. Não posso transgredir a minha filosofia alimentícia...
Joaquim deu uma risadinha e Carlos não entendeu. Ele havia feito uma observação construtiva sobre a dieta e a alimentação do amigo, mas parecia que este zombava dele!
Passados quinze minutos, o garçom trouxe os pratos... Carlos observou seu prato e, atônito, esbravejou:
- Mas o que é isso! Eu pedi um salpicão e não essa lingüiça gigante!
- Exatamente, senhor – replicou o garçom. Eu trouxe o que o senhor pediu!
- Não entendo... Como vou comer esse “bolo de carne”, se optei pela vida vegetariana?
- Carlos, – começou Joaquim – aqui em Portugal “salpicão” significa lingüiça defumada e não salada com pedacinhos de frango! Hahahaha! Como você é ingênuo!
Carlos, irritado, abaixou a cabeça e se indispôs. Joaquim fingiu que não viu e começou a comer sua comida gordurosa com a maior satisfação. A refeição passou-se assim, com um homem só se alimentando e o outro observando, contrariado e indignado pela sua ignorância com relação à língua portuguesa de Portugal.

MORAL DA HISTÓRIA: Se você for “zen”, vegetariano ou qualquer outra coisa parecida, não peça salpicão em Portugal.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

A nova promessa do piano gaúcho

Guilherme Bartz

Josias Matschulat, 22 anos, vem sendo apontado por muitos como uma das mais novas revelações do meio artístico gaúcho. Bacharel recém formado em piano pelo Instituto de Artes da UFRGS, Josias surge como uma jovem promessa que reforça a importância de nosso Estado no cenário da música erudita nacional.



Porto-alegrense, Josias iniciou seus estudos de piano aos sete anos de idade. Dono de uma técnica excepcional, já se apresentou em mais de uma ocasião como solista em concertos com orquestras, tais como a OSPA (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre). Josias se destacou com prêmios em concursos de piano no Rio de Janeiro, Goiânia e Belo-Horizonte, e também já realizou recitais em diversos estados brasileiros, como SP, RJ, MG, GO e SC. Mais recentemente, fez um recital em Montreal, no Canadá.

Josias faz parte da pequena parcela de músicos que consegue se distinguir no meio ao qual pertence. Apesar de o piano ser um instrumento bastante difundido em nossa sociedade, apenas um pequeno número de estudantes prossegue nos estudos desse instrumento em nível superior e um número menor ainda consegue se destacar na profissão de músico. “Justamente em função de o piano ser um instrumento comum em nossa sociedade, a concorrência é mais elevada e o padrão de excelência acaba se tornando também muito elevado”, revela. Mas mesmo se dedicando bastante aos estudos, Josias diz que consegue levar uma vida normal. Porém, acrescenta, com uma certa ironia: “Depende do que você considera normal...”.


Falando sobre a profissão de músico, Josias comenta: “Além de eu gostar muito de fazer música e me sentir realizado fazendo isso, acredito que Deus me abençoou com um talento e que posso usá-lo para fazer o bem a outras pessoas”. E acrescenta: “Mas aqui no Brasil o músico erudito é pouco valorizado, ao contrário do exterior. Acredito que haja um pouco mais de valorização nos pólos culturais de nosso país, a saber, Rio de Janeiro e São Paulo, mas ainda é pouco”.

O jovem pianista gaúcho gosta de tocar sobretudo composições de J. S. Bach, Beethoven, Chopin, Schumann, Liszt e Brahms, e se espelha no exemplo de pianistas da atualidade como Murray Perahia, Martha Argerich, Krystian Zimerman, András Schiff e o brasileiro Nelson Freire.

“A formação de um grande pianista, como a de qualquer outro músico, se dá por várias razões: o ambiente em que ele está inserido, o incentivo cultural, os bons professores, um bom apoio familiar, a possibilidade de acesso a bons instrumentos e, claro, o talento e a dedicação do aluno”. Ao ouvir a música de Josias, percebemos que ele é um dos poucos que conseguiu se encaixar em muitos destes aspectos.

Josias possui vários planos para o futuro: “Pretendo prosseguir meus estudos fora do país, se possível nos Estados Unidos. Uma temporada na Europa também seria bem-vinda”. Torcemos muito para que Josias consiga cada vez mais se aperfeiçoar nos seus estudos, divulgando a sua música para um número cada vez maior de pessoas: “propagando o bem”, como ele mesmo diz.

sábado, 20 de outubro de 2007

Palestra polêmica de Diogo Mainardi no 20º Set Universitário da PUCRS

Guilherme Bartz


Diogo Mainardi, célebre colunista da Revista Veja, realizou no dia 17 de setembro de 2007 a palestra de abertura do 20º Set Universitário ocorrido na PUCRS. Num clima de muita ironia e em meio a manifestações acintosas de uma parte da platéia, o polêmico escritor fez declarações retumbantes sobre o momento atual do Brasil.

Mainardi iniciou seu discurso com a seguinte fala: “Político é tudo ladrão”, frase que, apesar de cair na banalidade da generalização, parece possuir um fundo grande de verdade, já que nos dias de hoje a política nacional anda muito marcada pela corrupção. Seu intuito nesta afirmação foi o de alertar os futuros jornalistas para que estes possuam o máximo de “desconfiômetro” diante dos políticos brasileiros, que por mais inocentes que possam às vezes parecer, são sempre passíveis de corrupção.

O colunista revelou na palestra que já sofreu em tor
no de trezentos processos, promovidos pelas mais variadas pessoas e empresas. Disse que “falar abertamente” é extremamente perigoso, principalmente quando se faz uso da piada e da ironia, pois este tipo de comportamento pode trazer conseqüências desagradáveis. Atualmente, admitiu ter um pouco mais de auto-censura, já que pôde adquirir bastante experiência nos problemas com a justiça ao longo dos últimos anos. As centenas de processos atrapalharam muito a sua vida, fazendo-o perder muito tempo em função dos deslocamentos para São Paulo para responder à justiça.

Diogo Mainardi não possui curso de graduação comp
leto, e em certo momento acrescentou, talvez para se justificar: “Faculdade não serve para nada”. Pareceu um pouco imprópria esta sua afirmação naquele momento e naquele lugar, pois ele foi convidado (e aceitou) para fazer uma palestra dentro de uma Universidade que, diga-se de passagem, o está pagando para esta função. Indiretamente, talvez ele tenha dito que um bando de estudantes estava ali para assisti-lo por nada. Isso nos faz pensar que a palestra não possui função de existir: uma palestra promovida por um organismo que não serve para nada provavelmente não tem importância na vida de ninguém.
Mas, à parte as suas generalizações e à sua incapacidade de se aprofundar nos assuntos, Diogo Mainardi fez afirmações que dificilmente podem ser contestadas: “O
PT rouba e é perseguido por isso”, “A Rede Globo foi excessivamente cautelosa na cobertura do Mensalão”, “Desconfiem de todos os políticos”, “A Rede Globo está contaminada pela chapa-branca”, “O Mensalão era ‘diário’”, entre outras.

Crítico ferrenho do Brasil, Mainardi ainda falou em vários momentos que nosso país é extremamente pobre e atrasado e que não possui solução, o que despertou a ira de certos espectadores. Adentrando no campo literário, achincalhou Mário de Andrade e Carlos Drummond de Andrade, acusando-os de serem insensíveis à época em que viviam. Com o argumento de que estes escritores não abordavam em suas obras os problemas de seu tempo (como a Segunda Guerra Mundial), Mainardi quis rebaixar a importância desses grandes artistas brasileiros. Cabe uma pergunta: o artista não tem a liberdade de optar por qual caminho a sua arte deve seguir? Da mesma forma, quando acusou Luís Fernando Veríssimo de escrever “crônicas vazias”, não devemos nos perguntar: em que sentido elas são vazias? Podem ser vazias num sentido político, que foi o que ele deu a entender, mas com certeza não o são em outros aspectos da literatura e sob outras formas de abordagem crítica.

As manifestações contra Diogo Mainardi, promovidas por uma minoria de pessoas desorganizadas nos seus atos, só serviu para reforçar a sua aura polêmica. Diogo Mainardi não deve ser levado a sério em tudo que diz. O seu espírito corajoso e desbravador precisa ser valorizado, mas, ao contrário do que ele afirma, atirar pra todo lado e criticar tudo e todos é fácil sim (quando não s
e possui nem a auto-crítica e nem a ponderação para isso). “O PT é um partido de sindicalistas corruptos” foi mais uma das suas generalizações, e não deve ser encarada como uma verdade absoluta. Com certeza há muitos políticos corruptos pelo Brasil, estamos cheios deles, mas não é possível afirmar que 100% deles o sejam.

Cronologia do Rádio

Guilherme Bartz e Sabrina Costa

  • 24 de maio de 1844 - Samuel F. B. Morse envia a primeira mensagem à distância através do telégrafo, o primeiro sistema de comunicação de longa distância que o mundo conheceu.
  • 1850 - O alemão Daniel Ruhmkoff inventa um aparelho capaz de transformar baixa tensão de uma pilha em alta tensão: surge o primeiro emissor de ondas eletromagnéticas.
  • 1853 - O físico australiano Julius Willheim Gintl prova ser possível enviar várias mensagens simultaneamente por uma única linha telegráfica.
  • 1867 - O alemão Siemens cria o dínamo.
  • 1875 - Surge o primeiro serviço permanente de notícias por cabo. No mesmo ano, Alexandre Graham Bell inventa o transdutor magnético, ou microfone.
  • 1877 - Emile Bertiner torna o microfone um equipamento personificado e Thomas A. Edison registra som em cilindros.
  • 1893 - O padre e cientista brasileiro Roberto Landell de Moura realiza a primeira transmissão falada, sem fios, por ondas eletromagnéticas. Sua experiência mais importante - praticamente desconhecida do mundo - foi em São Paulo, quando transmitiu por telegrafia sem fio do alto da avenida Paulista para o alto de Sant'Ana. Todos os equipamentos usados foram inventandos pelo próprio Landell de Moura, com patentes registradas no Brasil em 9 de março de 1901.
  • 1904 - Landell registra a patente do Transmissor de Ondas, do telefone sem fio e do telégrafo sem fio nos EUA.
  • 1905 - A Marinha de Guerra do Brasil realizou várias experiências com a telegrafia por centelhamento no encouraçado Aquidabã.
  • 1895 - O russo Aleksandr S. Popov inventou uma antena capaz de receber freqüências baixas, na faixa de 30kHz. No mesmo ano, próximo à região da Bolonha, na Itália, Guglielmo Marconi conseguiu realizar o que ficou conhecido como a primeira transmissão de sinais sem fio por uma distância de primeiro 400 e em seguida 2 mil metros.
  • 2 de junho de 1896 - O italiano Marconi registra, na Inglaterra, uma patente para um sistema de comunicações sem fio, que mais tarde usa para receber e transmitir sinais em código Morse em um raio de até 3km de distância.
  • 1899 - Realizada uma transmissão de 42km entre dois cruzadores franceses equipados com o dispositivo Ducretet/Popov. Mais tarde, em 28 de março do mesmo ano, Marconi vai mais longe e faz uma transmissão através do Canal da Mancha enviando sinais de Dover para Wimereux.
  • 1900 - Marconi consegue a patente por um processo que permite ao operador do equipamento selecionar um comprimento específico de onda. Em fevereiro deste ano surge a primeira estação comercial, localizada na ilha alemã de Borkum.
  • 1901 - Marconi realiza a primeira transmissão transatlântica. Usando o código Morse, o cientista consegue transmitir entre Poldhu na Comualha britânica e St. John, Newfoundland.
  • 1903 - Criada a Telefunken, com a união da Siemens e da Allgemeine Elektizitats Gesellschaft. Também neste ano, Gustave Ferrie instala uma estação de telégrafo de longa distância na Torre Eiffel, o que permite que o London Times e o New York Times recebam informações sobre o andamento da guerra entre a Rússia e o Japão. Ainda não era possível transmitir sons, apenas sinais.
  • 1904 - O inglês John Fleming inventa o diodo, uma válvula iônica de dois eletrodos que possibilita finalmente a transmissão do som. Imediatamente, uma estação de radiotelégrafo é construída na costa Adriática, no principado de Montenegro.
  • 1905 - Criado o Ato do Telégrafo Sem fio (Wireless Telegraph Act), no Canadá, que estabelece regras para a obtenção de licença para a telegrafia. No mesmo ano, ocorre a primeira comunicação sem fio da Espanha, realizada entre El Ferol del Caudillo e La Coruña. Neste ano, são descobertas as propriedades da galena (lead sulphide) como detector de sinais radioelétricos.
  • 1906 - O norte-americano Reginald Fessenden constrói o primeiro alternador de alta freqüência e realiza a transmissão da voz humana pelo rádio. Em 25 de outubro, Lee de Forest patenteia, nos Estados Unidos, o triodo - uma válvula de três eletrodos que permite a detecção, transmissão e amplificação dos sinais de rádio.
  • 1908 - O rádio descobre sua vocação de prestação de serviços, com a adoção do sinal SOS, de socorro, internacionalmente.
  • 13 de janeiro de 1910 - A tripulação de um navio em alto mar - a 20km da terra firme - consegue ouvir a voz famosa do tenor italiano Enrico Caruso graças a uma transmissão do Metropolitan Opera House, em Nova Iorque.
  • 1913 - Surge a Wireless Society de Londres, na Inglaterra, que se tornaria mas tarde a Radio Society da Grã-Bretanha.
  • 1915 - Surgem na Alemanha as primeiras transmissões internacionais de programas diários de notícias.
  • 1920 - Surgem, na França, os primeiros rádios a pilha, vendidos com outra inovação: fones de ouvido. Neste período, o jornalismo ocupa parte importante da programação, ganhando um caráter de seriedade econômica depois que a Holanda lança moda ao começar a transmitir o movimento da bolsa de Amsterdam mesclado com noticiário econômico.
  • 1922 - Já existem estações de rádio com programações regulares em quase todo o mundo, incluindo aí a Argentina, Canadá, União Soviética, Espanha e Dinamarca. Em 7 de setembro do mesmo ano, o discurso do presidente da República, Epitácio Pessoa, em comemoração ao centenário da independência do Brasil é transmitido via rádio: trata-se da primeira transmissão oficial pelo novo veículo de comunicação. Foram importados 80 receptores de rádio especialmente para o evento. Em outubro, nasce a britânica BBC (Britsh Broadcasting Company), em paralelo com as primeiras estações de rádio em Shangai, na China, e em Cuba.
  • 1923 - A Itália nacionaliza o rádio por decreto real Ainda em 1923 a França segue o exemplo e transforma o rádio em monopólio estatal. Edgard Roquete Pinto - considerado pai do rádio brasileiro - e Henry Morize fundam em 20 de abril, a primeira rádio brasileira: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, criada para atuar sem fins comerciais. Enquanto o Japão termina e regulamentar as leis de funcionamento do rádio optando por banir a publicidade neste meio de comunicação.
  • 1924 - Suécia cria o modelo de estação de rádio sem anúncios e com um propósito claramente educativo.
  • 1926 - No Japão, a criação da NHK (Nippon Hoso Kyokai) institui o monopólio no país - a companhia acaba incorporando as rádios privadas existentes. Nesta mesma época, no Brasil começa a operar a Rádio Mayrink Veiga, no Rio de Janeiro.
  • 1929 - O Vaticano cria sua primeira rádio, que foi oficialmente inaugurada em 1931.
  • 1934 - Criada a SARBU (South American Radio Broadcasting Union), entidade que reúne o países latino americanos.
  • 1935 - Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai assinam tratado de cooperação técnica em radiodifusão.
  • 1932 - O Decreto nº 21.111, de 1º de março, que regulamentou o Decreto nº 20.047, de maio de 1931, primeiro diploma legal sobre a radiodifusão define o rádio como "serviço de interesse nacional e de finalidade educativa". No mesmo ano, o Decreto nº 21.111, autoriza a veiculação de propaganda pelo rádio, tendo limitado sua manifestação, inicialmente, a 10% da programação.
  • 1935 - A Rádio Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, cria vários programas de notícias.
  • 1936 - É fundada a brasileira Rádio Nacional do Rio de Janeiro, que foi a primeira em audiência por mais de vinte anos.
  • 30 de outubro de 1938 - Orson Welles vai ao ar deixando milhares de pessoas em pânico com a certeza de que a Terra estaria sendo invadida por extraterrestres com a transmissão de Invasão dos Mundos, peça do escrito H.G. Wells.
  • 1939 - A Alemanha da Hitler proíbe a audiência de rádios estrangeiras. O segundo passo ocorre em 1940, quando as rádios alemãs passam a transmitir a mesma programação de caráter ultra-nacionalista, já totalmente sob o domínio nazista. O presidente francês General Charles de Gaulle também usa o rádio como instrumento de mobilização ao pelar para que os franceses resistam aos ataques alemães pela BBC em Londres.
  • 1940 - O Decreto-Lei no. 2.073, do presidente da República Getúlio Vargas, criou as Empresas Incorporadas ao Patrimônio da União, que entre outras encampou a Rádio Nacional, de propriedade do grupo A Noite. Em 1938, inaugurou-se o programa "A Hora do Brasil".
  • 1941 - Surge o Repórter Esso, criado pela Rádio Nacional, durante a II Guerra Mundial. O programa ficou no ar até 1968.
  • 1942 - Criado o Grande Jornal Falado Tupi, da Rádio Tupi, de São Paulo. A Rádio Nacional do Rio de Janeiro leva o ar a primeira radio novela: "Em busca da felicidade".
  • 1944 - A resistência é avisada, por intermédio da mensagens codificadas, de um iminente desembarque dos aliados na Normandia, no famoso Dia D.
  • 15 de agosto de 1945 - O imperador do Japão anuncia a rendição do país, por rádio, depois das bombas nucleares de Nagasaki e Hiroshima. No mesmo ano, o controle governamental sobre o rádio no Japão é abolido.
  • 1946 - Surgem os gravadores de fita magnética. O início da substituição das válvulas retificadoras por retificadores de selênio, material semicondutor em estado sólido muito menos propício a queimar do que as velhas válvulas a vácuo.
  • 1954 - Chega o Regency TR1, primeiro rádio transistorizado do mundo, lançado nos EUA.
  • 1985 - A japonesa Sony desenvolve um rádio do tamanho de um cartão de crédito.
  • 1990 - Criada a Rede Bandeirantes de Rádio, a primeira do Brasil a operar via satélite com 70 emissoras FM e 60 AM em mais de 80 regiões do País.
  • 2002 - Aprovada emenda constitucional que permite que empresas de comunicação sejam de propriedade pessoas jurídicas e permite a entrada de capital estrangeiro no setor.
Informações retiradas de http://paginas.terra.com.br/arte/sarmentocampos/Historia.htm

Quem são os sagüis? Por que o nome do blog é sagüi?

Guilherme Bartz

Os sagüis são pequenos macacos, animais silvestres que não podem ser bichos de estimação. Chegam a medir 20 cm, e o menor deles, o sagüi leãozinho, tem apenas 11 cm. O seu habitat natural são as florestas da América Central e do Sul, sendo que das 35 espécies existentes, 25 são brasileiras.


Os sagüis são macacos muito ágeis e inteligentes. Seu peso, em média, é de 500 g. Possuem garras para escalar árvores e superfícies ásperas. A cauda, que é grande em relação ao corpo pequeno, não serve para pendurará-lo nos galhos, mas sim para promover o equilíbrio. As cores da pelagem desses animais podem ser preto, castanho, branco, dourado e prateado.

De hábitos diurnos, os sagüis se apóiam nas quatro patas e vivem nas copas das árvores, por onde saltam com facilidade devido à forte propulsão das patas posteriores. Costumam descer ao solo à procura de insetos e também para beber água. São receptivos em contato com o homem. Os filhotes adoram se esconder nos cabelos e perambular pelos ombros das pessoas. O sagüi pode parecer manso, mas na realidade é temperamental, podendo morder os seres humanos sem razões aparentes.

Os sagüis vivem em grupos comandados por um casal e possuem toda uma organização social. Não mudam de parceiros e disputam a liderança com lutas violentas. Aos machos cabe a tarefa de proteção e defesa. Algumas espécies, especialmente quando alguém estranho se aproxima, mostram o traseiro, erguendo o rabo e exibindo os órgãos genitais. Alguns estudiosos acreditam esta seja uma atitude de intimidação.

Os filhotes aprendem a comer com os papais sagüis, que ainda servem de modelo nas funções de copular, caçar e cuidar de filhotes. Para ensiná-los em cativeiro como se alimentar de coisas novas, os sagüis precisam ver os donos comendo para então imitá-los.

Esses animais vivem em média 10 anos na natureza e 18 em cativeiro, alcançando a maturidade sexual aos 3 anos. A reprodução acontece quando o casal está isolado em um ambiente calmo, sem pessoas por perto. A fêmea pode cruzar dois dias após o parto, procriando a cada 6 meses. A gestação dura de 138 a 170 dias, nascendo, em média, dois filhotes por parto.

A alimentação, na natureza, é de insetos, répteis, pequenos mamíferos, aves, lesmas, ovos, alguns vegetais, frutas e a goma das árvores. Já no cativeiro comem bolinhas de carne de 1 cm, em dias alternados.

A apanha e a manutenção do sagüi é proibida por lei!

O nome do blog é a junção das primeiras sílabas dos nomes dos dois escritores deste blog. Assim, o "sa" vem de Sabrina Costa e o "güi" vem de Guilherme Bartz, formando o nome deste animalzinho extremamente simpático, de temperamento idêntico ao da dupla jornalística que vos escreve. Foi uma idéia genial, admitamos...

A primeira experiência num programa de rádio

Guilherme Bartz

No dia 11 de outubro realizamos nosso primeiro programa de rádio na RadioFam. Nosso grupo, o primeiro a se apresentar naquela noite, tinha como proposta fazer um programa jornalístico, com notícias sobre cultura, política, economia, mundo, esportes, etc. Conseguimos fazer um bom programa, na medida do possível, já que foi a nossa primeira experiência. Pecamos em alguns pontos, mas em outros fomos muito bem. Praticamente conseguimos atingir o tempo estipulado para a duração do programa, que era de 20 minutos; fizemos um programa de aproximadamente 18 minutos.

Nossos âncoras, o Luis Felipe e a Kennya, souberam conduzir bem o programa. Estipulamos previamente uma ordem para a entrada de cada repórter, o que nos garantiu uma boa organização. As notícias foram colocadas por ordem de assunto, obedecendo um padrão lógico de aparição.

Fiquei encarregado de dar uma notícia sobre cultura. Escolhi informar sobre o Prêmio Nobel de Literatura, que havia saído naquela mesma quinta-feira. Acho que falei bem a notícia, tirando umas duas "enroladas" de língua. Mas conforme eu avançava na leitura, fui percebendo que era mais vantajoso para mim falar mais devagar, pois assim não cometeria tantos erros. Me dei conta disto apenas quando já estava falando ao microfone (são coisas que apenas a experiência nos mostra). Mas depois consegui concluir bem a informação. Cuidei bastante para não pegar a notícia crua da internet. Antes de trazê-la para o programa eu a modifiquei, de forma que ela se adeqüase mais aos padrões do rádio.

Acho que nosso programa foi bom (levando-se em conta que foi um primeiro programa, é claro). Porém, certos aspectos poderiam ter ficado melhores. A música foi o que fez mais falta. Não pensamos nisso previamente; tivemos que escolher uma música no computador da rádio sem nem mesmo poder ouvi-la. Erro nosso. Sugeri que pegássemos "Aquarela do Brasil", da Elis Regina, mas como não conhecia a versão, foi tudo no chute. Acabei errando na minha indicação, porque a versão que tocou não ficou bem a um programa de jornalismo - ficaria melhor num programa de ecologia, como bem apontado pelo professor Mércio. Mas, na hora, escolhi a música baseado na qualidade da cantora, que é inegável. Não tive sucesso, entretanto.

A música fez falta também naqueles momentos que separam uma notícia da outra. A música permitiria um respiro e uma melhor ligação entre cada assunto, o que não ocorreu. As notícias foram dadas uma atrás da outra, o que pode ter causado um certo cansaço em quem as ouvia.

Outros aspectos que poderiam ter ficado melhores são: alguns momentos de pausa durante a transmissão poderiam ter sido evitados; um pouco mais de naturalidade no falar, por parte do nosso âncora masculino (sem citar nomes, hehehe); e notícias mais curtas, que permitissem um entendimento mais rápido sobre o assunto que estava sendo tratado, sem tantos aprofundamentos.

O grande desafio que buscamos no programa foi ter tentado realizar um noticiário - acredito que fomos bem sucedidos. Foi difícil manter um programa de 18 minutos no ar apenas com notícias, mas a capacidade de improvisação foi boa, por parte dos âncoras, o que nos garantiu chegar bem perto do tempo previsto.

O programa poderá ser escutado, na íntegra, pelo endereço http://cyberfam.pucrs.br/labjornoite07/site/media/grupo1noite.mp3